O começo do ano no Legislativo de Santa Maria já contabiliza os primeiros projetos protocolados na Casa. Entre eles está um de autoria do vereador João Ricardo Vargas (PSDB), que está em seu primeiro mandato. Ele apresentou, na terça-feira, uma matéria que visa a instalação de "sistemas de gravação por câmeras de vídeo" em petshops onde são oferecidos os serviços de banho e de tosa para cães e gatos.
A medida, segundo o tucano, foi levantada depois que ele foi procurado por uma associação ligada aos direitos dos animais da cidade. Vargas diz que foram relatados dois casos de maus-tratos de cães em uma pet shop. O vereador acredita que "uma resposta à demanda" seria viabilizar um projeto de lei que assegurasse maior segurança aos quatro patas.
O animal não tem como reclamar. Fiz uma breve pesquisa e constatei que há projetos semelhantes em outras cidades, uma delas no estado de São Paulo. Acredito que seria até uma jogada de marketing para o estabelecimento que tiver câmeras. Seria uma segurança aos donos desses animaizinhos, saber que eles estariam bem e sendo tratados de forma correta nesses locais avalia.
O projeto antes de tramitar dentro das comissões da Casa terá de ser apreciado pela Procuradoria Jurídica da Câmara. Tendo sinal verde, a matéria será, ao longo do semestre, colocada em votação pelos colegas.
Projeto polêmico
Vargas protagonizou, em 2014, uma polêmica quando apresentou um projeto de lei que objetivava proibir o uso de máscaras ou de qualquer outro meio capaz de ocultar o rosto com o propósito de impedir sua identificação em manifestação.
À época, Vargas, que já foi comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar, justificou a iniciativa para "impedir que pessoas se infiltrem em movimentos pacíficos com o intuito de promover violência e vandalismo sem que sejam descobertos e responsabilizados". Contudo, a matéria não passou.
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